Supergirl Foge do Retrato Otimista da Heroína. Entenda Por Que

Supergirl

Confesso que fui assistir Supergirl torcendo pra Milly Alcock salvar o filme sozinha, e é basicamente isso que ela faz

Depois do Superman ter aberto esse novo universo compartilhado da DC com boa recepção de público e crítica, chegou a vez de Supergirl provar que o estúdio consegue sustentar mais de um herói de peso na mesma franquia. O resultado ficou longe de ser perfeito, mas tem um motivo bem claro pra torcer que a personagem continue aparecendo nos próximos filmes do universo, mesmo que o caminho até aqui não tenha sido nada tranquilo pra produção.

A trama acompanha Kara Zor El, vivida por Milly Alcock, uma kryptoniana que sobreviveu à destruição do próprio planeta ainda criança e carrega até hoje o peso emocional dessa perda. Quando uma tragédia atinge a jovem Ruthye, interpretada por Eve Ridley, Kara embarca numa jornada intergaláctica atrás de justiça, cruzando planetas distantes e enfrentando mercenários bem mais perigosos do que ela imaginava encontrar pelo caminho, numa aventura que mistura vingança pessoal com descoberta sobre o próprio significado de ser heroína.

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O detalhe de origem que muda como você enxerga o roteiro

Aqui vai algo que pouca gente comenta antes de assistir. O filme é baseado na história em quadrinhos Supergirl Mulher do Amanhã, escrita por Tom King e ilustrada pela artista brasileira Bilquis Evely, material que já era conhecido por fugir do retrato mais tradicional e otimista da personagem. Essa escolha explica bem por que essa versão de Kara aparece mais marcada por perda profunda e conflito interno constante do que a Supergirl que a maioria do público está acostumada a ver em outras adaptações, principalmente a versão televisiva interpretada por Melissa Benoist, que priorizava um tom bem mais leve, otimista e inspirador ao longo de várias temporadas na televisão.

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Elenco reúne nomes de peso e uma estreia bem aguardada

Ao lado de Milly Alcock, o elenco conta com Matthias Schoenaerts como o mercenário Krem, além de David Krumholtz e Emily Beecham em papéis relevantes pra trama. O grande destaque paralelo é a estreia de Jason Momoa como Lobo, personagem que os fãs de quadrinhos aguardavam ver em live action há muitos anos, e que promete ganhar, sem dúvida, ainda mais espaço nos próximos capítulos desse universo compartilhado, já que o personagem carrega décadas de popularidade entre os fãs mais antigos de quadrinhos.

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Onde o filme acerta e onde deixa a desejar

O maior trunfo é claramente a atuação de Milly Alcock, que consegue equilibrar vulnerabilidade e força de um jeito que segura o filme mesmo nos momentos mais fracos do roteiro. A direção de Craig Gillespie entrega boas cenas de ação espacial visualmente caprichadas, mas o filme acaba tropeçando justamente na própria estrutura narrativa, meio perdido entre construir essa nova heroína e já plantar sementes pra futuras produções do universo, sem dar tempo suficiente pra nenhuma das duas coisas amadurecer direito dentro do tempo de tela disponível, o que deixa a sensação de um filme puxado em duas direções ao mesmo tempo.

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Vale entrar nesse novo capítulo do universo DC

Mesmo com essas falhas de construção, ainda vale conferir, principalmente pra quem quer acompanhar de perto os próximos passos desse universo compartilhado que a DC está tentando reconstruir com mais cuidado dessa vez, depois de anos de tentativas anteriores que não deram muito certo com o público em geral. E o carisma imenso que Milly Alcock entrega logo nesse primeiro papel já é motivo suficiente pra ficar curioso sobre o próximo capítulo dessa personagem dentro de um universo que ainda está se firmando aos poucos nas telonas.

Fechei a tela torcendo pra Kara receber, num próximo filme, o roteiro à altura da atriz que já provou, com folga, dar conta do recado mesmo num roteiro que ainda precisa de ajustes claros.

Luciana Ogassawara é a criadora do Universo Filmes e Séries, um blog feito para quem ama cinema e televisão. Apaixonada pelo audiovisual, ela traz dicas e listas com um olhar atento.Do clássico ao streaming, seu conteúdo é envolvente, acessível e cheio de personalidade. Aqui, todo filme tem uma história para contar.

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