Quando vi Ela Escolhe Perdoar entrar no Top 10 da Netflix, imaginei já saber exatamente o tipo de filme que ia encontrar mais um drama cristão de superação, com lição de moral entregue de bandeja. E olha, em parte eu não estava errado. Mas o terceiro ato me pegou de jeito, e é por isso que resolvi escrever sobre ele.
Dirigido e roteirizado por Rob Diamond (de Um Anjo em Nossas Vidas e Uma Chance para Vencer), o longa estreou na Netflix em 1º de junho de 2026 sob o título original “Forgiveness Girl“.
A trama acompanha Annie Timmons, uma menina com paralisia cerebral que enfrenta .Confesso que não esperava sair tão mexido(a) com o desfecho. Quem mais chegou ao final achando que ia ser só mais um drama de fé qualquer ?
Ela enfrenta a exclusão de colegas no ensino médio até encontrar em Jordan uma amizade capaz de mudar sua realidade.

O que ninguém te conta antes de assistir
A maioria das coberturas sobre esse filme foca no bullying e na fé. O que pouca gente destaca é que é ficção pura, mesmo parecendo biográfica. E tem outro detalhe que me chamou atenção a atriz Mia Hansen, que interpreta Annie adulta, não vive com paralisia cerebral na vida real , ela compartilha o papel com a jovem atriz Scarlett Diamond, que faz Annie criança.
Do que se trata (aviso: reviravolta à frente)
A amizade entre Annie e Jordan cresce, até que as pressões da adolescência colocam tudo à prova Jordan a abandona para entrar num grupo de líderes de torcida populares. Até aqui, é o roteiro clássico de amizade e traição que você já viu em dezenas de dramas adolescentes.
O que me surpreendeu foi o giro que o filme dá nos vinte minutos finais o Jordan recebe um diagnóstico grave de leucemia mieloide aguda, precisa de um transplante de medula óssea, e é justamente Annie a amiga que ele traiu que precisa decidir se estende a mão. É aqui que o “perdoar” do título deixa de ser conceito abstrato e vira decisão concreta, com peso real.

Onde acertou, onde eu torci o nariz
O ponto forte é a construção de Annie como pessoa, não como símbolo. Nos melhores momentos, o filme entende a diferença entre representar uma pessoa com deficiência e usá-la como atalho emocional pra comover plateia e evita esse atalho na maior parte do tempo.
Onde tropeça o roteiro explica demais os próprios sentimentos, entrega a emoção com sublinhado, sem deixar espaço pra ambiguidade. Personagens secundários principalmente os “vilões” da escola ficam no estereótipo raso do valentão de plantão. E o giro médico no final, por mais eficaz dramaticamente, também soa como recurso pra garantir a lágrima do espectador a qualquer custo.

Com o que eu comparei
Os filmes de fé e de superação os que passam no catálogo cristão da Netflix fazem o seu tipo, esse aqui entrega exatamente a experiência esperada sem reinventar a fórmula, mas com atuações (de Mia Hansen e Ryann Bailey) acima da média do gênero.
Ficha técnica
- Direção e roteiro: Rob Diamond
- Elenco: Mia Hansen, Ryann Bailey, Scarlett Diamond, Walter Platz
- Estreia: 1º de junho de 2026 (Netflix)
- Gênero: drama, fé, superação
- Baseado em história real: não, é ficção original
Minha recomendação ao meu olhar
Se você gosta de dramas emocionais pra chorar no sofá sem grandes ambições narrativas, vale o play principalmente pela reviravolta final, que eleva um pouco a experiência. Se você busca sutileza e ambiguidade, vai sentir falta de nuance ao longo do caminho.
Confesso que não esperava sair tão mexido(a) com o desfecho. Quem mais chegou ao final achando que ia ser só mais um drama de fé qualquer ?
Luciana Ogassawara é a criadora do Universo Filmes e Séries, um blog feito para quem ama cinema e televisão. Apaixonada pelo audiovisual, ela traz dicas e listas com um olhar atento.Do clássico ao streaming, seu conteúdo é envolvente, acessível e cheio de personalidade. Aqui, todo filme tem uma história para contar.







